No final de outubro, foi realizada a VIII Copa Rudder de Judô no Centro Estadual de Treinamento Esportivo (CETE), na Capital. Mais uma vez, a inclusão social foi o destaque do evento, que contou com a participação de 300 judocas e que integra o projeto Futuro Seguro.

Além dos alunos do projeto Futuro Seguro, estiveram presentes representantes da Associação Escandiel, Associação de Judô Porto Alegre (Ajupa), Escola Eugênia Conte, Associação de Judô Esportivo (AJE), Associação Fênix de Judô, APABB e Instituto Pódium.

Integração social total

O ponto alto do evento foi a integração entre pais, alunos das instituições e crianças que tiveram o primeiro contato com o esporte. Todos puderam aproveitar o momento de confraternização com lanches e música. Outro destaque ficou por conta da participação de mais de 30 judocas especiais, que foram um verdadeiro exemplo de força e superação. Estima-se que, ao todo, o evento tenha mobilizado mais de 900 pessoas, em um ambiente que promoveu a integração social total.

Disciplina e tolerância à frustração

Para reforçar o espírito esportivo entre os atletas, foi realizada a palestra “Criança que luta não briga”, que explicou às crianças a diferença entre lutar e brigar.  Mais de 50 alunos entre 4 e 6 anos também participaram da Copa Rudder de Judô com um tatame exclusivo. O sensei Marcelo Xavier, que tem parceria com a Rudder na realização da Copa Rudder de Judô, relata que, mesmo com tão pouca idade, eles tiveram a oportunidade de absorver a disciplina da luta. “Abordamos também outro fator fundamental para o desenvolvimento humano, a tolerância à frustração, em uma linguagem leve e divertida, adequada a essa faixa etária”, conta.

O primeiro lugar ficou para os atletas do projeto Futuro Seguro, seguidos da Associação Escandiel, em segundo, e da Ajupa, em terceiro, que foram reconhecidos com troféus e medalhas. Os demais judocas receberam medalhas de participação.

Sobre o projeto Futuro Seguro

Há 10 anos, o projeto Futuro Seguro aproxima do judô jovens de 4 a 18 anos, dando-lhes oportunidade de conhecer a cultura do esporte e, consequentemente, ficar longe das drogas. Mantida pela Rudder, a iniciativa busca a inclusão social, sendo voltada a crianças carentes em fase escolar, filhos de funcionários da Rudder e pessoas portadoras de deficiências físicas ou com necessidades especiais. O projeto oferece aulas de judô três vezes por semana para até 80 jovens de baixa renda, 25 deles com alguma deficiência.

 

Produção de conteúdo: Interna Projetos Editoriais
Jornalista: Cristina Wagner
Foto: Divulgação